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Um olhar atual sobre o turismo em Portugal: crescimento, internacionalização e o papel crescente das experiências náuticas

A poucos dias do Dia Mundial do Turismo, a 27 de setembro, a Lisbon Sight Sailing propõe-se olhar para um dos setores com maior peso na economia nacional. 

Doca de Santo Amaro com veleiros e embarcações de recreio em Lisboa

Em face dos indicadores mais recentes apresentados pelo Turismo de Portugal, entre outras fontes de referência, é com grande satisfação que confirmamos que sim, que temos pelo menos 10 grandes motivos para celebrar.

1. Portugal continua a bater recordes

Os números mais recentes evidenciam a força do turismo português. Em 2025, Portugal atingiu novos máximos históricos nos principais indicadores: 32,5 milhões de hóspedes, cerca de 82 milhões de dormidas e 29,1 mil milhões de euros em receitas turísticas.

Em relação a 2024, o número de hóspedes cresceu 2,8%, as dormidas 2,1% e as receitas 5%. Também os proveitos globais dos estabelecimentos de alojamento turístico aumentaram 6,9%.

Em suma, o crescimento não se mede apenas pelo número de pessoas que visitam Portugal, mas também pelo valor económico gerado pelo turismo.

Vista panorâmica de Lisboa a partir do rio Tejo
Vista panorâmica de Lisboa a partir do rio Tejo

2. O turista internacional continua a ser fundamental

Portugal é hoje um destino internacional. Quase sete em cada dez dormidas registadas em 2025 foram de turistas não residentes, confirmando a importância dos mercados externos para a atividade turística nacional.

Os cinco principais mercados em termos de dormidas foram o Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Espanha e França. Os EUA representaram 9,6% das dormidas, tendo ultrapassado a Espanha e assumido a terceira posição.

Esta diversidade de mercados é particularmente importante, ao reduzir a dependência de um único país emissor e ampliar o potencial de crescimento de diferentes segmentos e experiências.

Convidados a bordo durante experiência privada de barco no rio Tejo
Momentos de convívio a bordo

3. Lisboa no centro da dinâmica

Lisboa está no centro do crescimento turístico nacional, quer ao nível do volume de visitantes internacionais, como enquanto destino de turismo de negócios e eventos.

Em 2025, a região de Lisboa registou cerca de 19,6 milhões de dormidas, correspondendo a aproximadamente um quarto do total nacional. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, quase metade das dormidas de turistas norte-americanos em Portugal concentrou-se na Grande Lisboa.

O turismo MICE (Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions), segmento de elevado valor acrescentado, tem um papel determinante para a afirmação de Lisboa enquanto destino.

Também em 2025, Lisboa foi distinguida, pelo terceiro ano consecutivo, como Europe’s Best MICE Destinationpelos World MICE Awards, o que contribui para consolidar o reconhecimento internacional da cidade enquanto destino para congressos, reuniões, incentivos e eventos corporativos.

Os números da ICCA (International Congress and Convention Association) evidenciam esta tendência. Em 2025, realizaram-se em Lisboa 188 congressos e reuniões associativas internacionais, mais do que em Paris (174) e Barcelona (166), com a capital portuguesa a ocupar pela primeira vez o 1.º lugar do ranking mundial.

A combinação de fatores como a forte procura turística internacional, conectividade, capacidade para receber grandes eventos e a afirmação no mercado MICE, representa uma grande oportunidade para a criação de experiências complementares ao programa tradicional de congressos e reuniões.

É aqui que o Tejo se afirma como ativo turístico estratégico e o turismo náutico adquire um papel particularmente interessante, pois permite a quem nos vista descobrir e vivenciar Lisboa de uma forma completamente diferente, através de todo o tipo de experiências privadas, como team building, regatas, sunsets, gastronomia, mergulhos, festas e celebrações a bordo.

Mulheres a fotografar a Torre de Belém durante passeio de barco no Tejo
Observar o património da cidade

4. A importância dos EUA e do turista norte-americano

Em 2025, os EUA geraram 5,5 milhões de dormidas em Portugal, mais 5,3% do que no ano anterior, e 3,14 mil milhões de euros em receitas turísticas, um crescimento de 8,1%.

Do total destas dormidas, quase metade (48,9%) concentrou-se na Grande Lisboa.

E a tendência mantém-se em 2026. No primeiro semestre deste ano, as dormidas de turistas norte-americanos cresceram novamente 5,3% e as receitas turísticas associadas ao mercado aumentaram 8,1%.

Para empresas que trabalham com experiências em Lisboa, o mercado norte-americano merece uma atenção especial. Criatividade e inovação tornam-se essenciais quando o objetivo é satisfazer um visitante exigente e que procura muito mais do que conhecer os principais monumentos.

A título de curiosidade, o travelBI, portal de gestão do conhecimento do Turismo de Portugal, criou um conjunto de personas que traduz quem são os potenciais visitantes de 10 mercados emissores e como olham para Portugal. Neste estudo, o turista americano seria o Liam, para quem cruzar o Atlântico só faz sentido se houver tempo. E isso reflete o padrão do mercado norte-americano: 86% dos visitantes dos EUA que planeiam vir a Portugal contam ficar pelo menos 7 noites e 45% admitem permanecer mais de 10 noites, colocando os EUA entre os mercados com permanências médias mais elevadas.

Para Liam, Portugal é um país que “dá para quase tudo”: pode ser viagem de City-break e património, tempo na natureza, dias de praia ou momentos de bem-estar. Liam enquadra-se num patamar de gasto relativamente elevado. Entre os visitantes dos EUA que tencionam vir a Portugal, 56% prevêem gastar mais de 2.000 € por pessoa e 18% admitem ultrapassar os 3.000 €, valores acima do padrão global.

Grupo em evento privado a bordo de barco no rio Tejo em Lisboa
Grupo a divertir-se em evento privado a bordo no rio Tejo

5. O turista procura cada vez mais experiências

De facto, para conhecer uma cidade não chega visitar os seus principais monumentos.

Os estudos mais recentes do Turismo de Portugal mostram que, entre os potenciais visitantes internacionais, cultura e património, sol e praia e natureza e atividades ao ar livre continuam a estar entre as principais motivações para viagens de lazer em Portugal.

Ao mesmo tempo, o próprio Turismo de Portugal tem vindo a reforçar uma estratégia de promoção centrada nas experiências que motivam a viagem, desde a descoberta e o descanso ao bem-estar e à ligação ao território.

É neste contexto que o turismo náutico ganha particular relevância, pois navegar ou velejar representam sobretudo uma maneira diferente de conhecer um destino: através da paisagem, da água, da gastronomia, do património, do pôr do sol e, sobretudo, da experiência vivida.

Passeio privado de catamarã no rio Tejo em Lisboa
Uma experiência privada de catamarã no rio Tejo

6. O turismo náutico cada vez mais interessante

Com o crescimento do turismo em geral, crescem subsetores da economia. É o caso  do turismo náutico, que já cresce em Portugal de forma sustentada, deixando de ser uma tendência dispersa, impulsionado pelo objetivo dos agentes em qualificar e diversificar a oferta, criar produtos turísticos mais completos e reduzir a sazonalidade.

Com origem no turismo desportivo, o turismo náutico compreende as atividades ligadas ao meio aquático e marítimo. Dividido entre lazer e competição, é um setor que abrange três grandes segmentos: cruzeiros, náutica e atividades marítimo-turísticas.

Esta tendência resulta da própria mudança de comportamento das pessoas na gestão do tempo livre e no desejo de escapar da rotina, valorizando cada vez mais atividades ao ar livre.

Neste sentido, operadores marítimo-turísticos, empresas de animação turística, alojamento, restauração, marinas, clubes náuticos e outras entidades trabalham para construir experiências que integram diferentes componentes da viagem.

Toda uma série de atividades, como vela, canoagem, surf, mergulho, stand up paddle, remo ou passeios de barco, passam a poder estar  articulados com alojamento, restauração e outras atividades.

Um bom exemplo disto são as grandes competições internacionais como a The Ocean Race (anteriormente, Volvo Ocean Race) e a Tall Ships Races. Este segmento tem forte impacto nas economias locais das cidades costeiras, dinamizando hotéis, restaurantes e outros serviços turísticos.

Esta dinâmica é suportada por uma estrutura nacional também ela crescente, a Rede das Estações Náuticas de Portugal, que conta atualmente com 51 Estações Náuticas certificadas e cerca de 2.200 parceiros, distribuídos pelo litoral e pelo interior, incluindo rios, lagos e albufeiras.

A água deixou assim de ser apenas um recurso natural e passou a ser encarada também como um ativo estratégico para o turismo.

Veleiros e navio histórico durante evento náutico em Lisboa
Veleiros e navio histórico durante evento náutico em Lisboa

7. O Tejo como ativo turístico de Lisboa

O rio Tejo faz parte da identidade de Lisboa, da sua história e da sua paisagem. Mas é também um espaço privilegiado para criar novas formas de descobrir a cidade.

Do Tejo, Lisboa revela uma outra perspetiva: Belém, o Terreiro do Paço, Alfama, o Castelo e as colinas tornam-se parte de uma experiência diferente, construída a partir da água.

É neste contexto que a Lisbon Sight Sailing encontra o seu espaço, ao transformar um recurso natural e identitário de Lisboa numa experiência turística personalizada.

Com mais de uma década de atividade, a Lisbon Sight Sailing apresenta-se como uma empresa especializada em passeios privados e experiências náuticas personalizadas no Tejo, servindo tanto clientes nacionais como internacionais.

Regata de vela no rio Tejo junto à Ponte 25 de Abril em Lisboa
Regata de vela no rio Tejo junto à Ponte 25 de Abril em Lisboa

8. De passeio de barco a experiência personalizada

A evolução do turismo náutico passa também pela transformação do produto, em que um passeio de barco representa uma série de possibilidades.

Pode ser um sunset a dois, uma celebração, uma experiência gastronómica, um evento corporativo, uma atividade de team building ou uma regata. Pode integrar catering, música, branding, diferentes percursos e diferentes tipos de embarcação.

Na Lisbon Sight Sailing, esta lógica de personalização aplica-se tanto ao mercado de lazer como ao segmento corporate. A empresa desenvolve experiências para grupos e empresas, incluindo eventos, reuniões, team building e regatas, adaptando a experiência às necessidades de cada cliente.

Esta evolução é particularmente interessante porque acompanha uma mudança mais ampla no turismo: o visitante deixa de comprar apenas um serviço e passa a procurar uma experiência que tenha significado para si, capaz de deixar memórias. 

Evento privado a bordo de barco no rio Tejo em Lisboa
Evento privado a bordo de barco no rio Tejo em Lisboa

9. O futuro passa por experiências, internacionalização e menor sazonalidade

Os dados apontam para um setor turístico português mais internacional, mais diversificado e cada vez mais orientado para experiências.

Para o turismo náutico, isto significa oportunidades importantes.

A possibilidade de combinar natureza, património, gastronomia, desporto, lazer e eventos permite criar produtos diferentes para diferentes públicos e mercados.

Permite também trabalhar períodos do ano que tradicionalmente têm menor procura turística. Uma experiência náutica não precisa de estar limitada ao verão: um sunset de outono, um evento corporativo, uma regata ou uma experiência gastronómica podem contribuir para uma utilização mais regular dos recursos turísticos.

A própria estratégia das Estações Náuticas assume a diversificação da oferta e a redução da sazonalidade como alguns dos seus objetivos.

Para Lisboa, o potencial é particularmente interessante: uma cidade internacional, com forte procura turística, um rio integrado na paisagem urbana e uma oferta náutica que permite explorar o destino de uma forma diferenciadora.

10. O próximo desafio: o turismo ainda mais inteligente

Se 2025 foi um ano de recordes, 2026 coloca uma nova questão: como continuar a crescer criando mais valor?

Não por acaso, o tema escolhido pela ONU Turismo para o Dia Mundial do Turismo de 2026 é “Agenda Digital e Inteligência Artificial para redesenhar o turismo”.

A tecnologia está a transformar a forma como os turistas descobrem destinos, escolhem experiências, fazem reservas e interagem com empresas. Ao mesmo tempo, permite às empresas conhecer melhor os seus clientes, personalizar propostas e tornar a operação mais eficiente.

No caso das experiências turísticas, esta transformação pode significar uma passagem cada vez maior de produtos standardizados para experiências mais personalizadas, relevantes e adaptadas ao perfil de cada visitante. 

E talvez seja esse o verdadeiro desafio para os próximos anos: não receber simplesmente mais turistas, mas criar experiências capazes de gerar mais valor para quem visita, para quem trabalha no setor e para o próprio destino.

A Lisbon Sight Sailing enfrenta este desafio com confiança, apostando em inovar nas ofertas e processos. Esta capacidade de adaptação e inovação é confirmada pela sua história. Fomos a primeira empresa em Lisboa a proporcionar um sistema de reservas e pagamentos online, há mais de dez anos. Esse adaptação e evolução permanentes fazem parte do nosso DNA e também por isso fomos distinguidos com o prémio “Most Innovative Nautical Corporate Event Solutions Provider 2026” nos Portuguese Business Awards.

Esta visão passa naturalmente pelo Tejo, fortemente motivados por mostrar Lisboa a partir da água, por criar experiências cada vez mais personalizadas e contribuir para que o turismo náutico seja uma parte cada vez mais relevante da experiência de quem visita a cidade.

Membro da tripulação da Lisbon Sight Sailing durante passeio de barco no Tejo
Lisbon Sight Sailing dá as boas-vindas

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